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30.12.10

Valeu, Lula!

Nunca na história desse país um presidente foi tão homenageado em blogs e nas redes sociais em sua saída. Por isso, já que é lugar comum, vou me atrever a também deixar aqui minhas palavras para o maior presidente da história do Brasil.

Lula, conheci você em 1982. Eu tinha só 10 anos, e recortava da Veja (perdoem-me, eu só tinha 10 anos) todos os quadros e gráficos das pesquisas de intenção de voto nas eleições estaduais daquele ano, colava em um caderninho.



'Torci' naquele para o Brizola, no Rio, em primeiro lugar (acompanhava tudo do Rio por causa do meu Mengão), para o Tancredo em Minas, e gostei daquele barbudo que disputou (e perdeu, como tantas outras) a eleição em SP.

Também em 1982 aprendi, ainda sem saber que viria a ser conhecido como PIG, como a imprensa distorcia e manipulava. A Globo fazia campanha aberta contra Brizola, não me lembro bem como foi, a apuração foi fraudada (help me Google), mas ele venceu, e neste dia eu escolhi meu lado. Seria eternamente socialista, contra os poderosos que manipulam as informações e o povo para conservar seus privilégios. E passei a detestar a Globo.

Depois disso veio a campanha pelas diretas, em 1984, e lá estava Lula, junto com Ulysses Guimarães e Brizola, liderando o movimento que, se não foi bem-sucedido a ponto de votarmos para presidente naquele ano, sepultou definitivamente a ditadura, mostrando a vontade popular de votar, aquele comício das Diretas, sei lá, um milhão de pessoas, eu vendo pela TV lá em Lajinha-MG, 12 anos de idade...

Pulo para 1989. Já na universidade, ainda que sem participar de movimento estudantil, era um ativista pró-Brizola. Só usava camisa do Brizola, boné do Brizola, lia livro do Brizola, filiei-me ao PDT, participava - morrendo de vergonha, sempre tive vergonha de entregar papel e falar com desconhecidos - de atividades de rua. Meu pai também era Brizola, o Banco do Brasil todo era, havia um sentimento de que ele era o cara pra nos salvar dessas oligarquias dos Agripinos e Sarneys que até hoje mandam no Brasil.

Mas, por muito pouco, quem foi para o segundo turno naquele ano contra Collor foi o 'sapo barbudo', como Brizola se referia a Lula. E tivemos que engolir o sapo barbudo. Todo mundo virou Lula, foi bonito demais, a campanha mais bonita da história. Todos os estudantes, todos os professores, todos os artistas da TV, todos os músicos - quase todos, havia alguns corajosos pró-Collor.

Veio toda a manipulação na TV pela Globo, quando Lula já aparecia tecnicamente empatado com Collor a poucos dias da eleição, tendo saído de uns 17% pra 41%, e Collor caído de mais de 50% para 42%. Essa história vergonhosa todos já conhecem e, mais uma vez, patrocinada pela vergonhosa Rede Globo.

Daí em diante minha vida sempre tinha o Lula. O cara persistente, líder nato, perdeu de novo em 1994, nem tínhamos muita esperança, mas ele tinha que ir lá marcar presença. Em 1998 a mesma coisa, FHC tinha comprado o esquema da reeleição, tinha manipulado o dólar e a economia para criar uma falsa sensação de bem-estar (que, como todos sabemos, explodiu no ano seguinte, que o levou a um segundo mandato tenebroso e, ao fim, com justos 74% de reprovação popular).

Eu ficava pensando se não era hora de Lula desistir, voltar a ser deputado, ajudar o Brasil de outra maneira. Mas não, acabava a eleição e já sabíamos que ele ia ser candidato de novo, e começávamos a produzir os adesivos tipo 'Feliz 1999' em 1994, e assim por diante. Paralelo a isso, ficava feliz aqui em BH, porque em 1989 Lula teve 69% contra 31% de Collor, elegemos Patrus, Célio de Castro, Fernando Pimentel... e TODAS as vezes que Lula vinha a BH eu ia vê-lo, em caminhadas ou comícios.

Em 2002 não tinha jeito, era o ano do cara. FHC e seu PSDB em baixa, um governo horroroso, tinha que ser aquela hora. Neste ano me filiei ao PT. Nunca tive nenhuma participação 'orgânica', não conheço nenhum político, só fui lá no diretório umas 10 vezes na vida, só pra buscar material de campanha. Mas tenho orgulho da minha carteirinha, de ser filiado.

Vencer não foi fácil, o PIG com as garras de fora, Veja e Globo fazendo campanha (não tão descarada como foi a de 2010, mas faziam), Lula não tinha nem um terço do espaço que davam a Serra, mas era nossa, não iam tomar. Foi sensacional acompanhar a apuração, todo mundo na rua, eu com Marquim meu sócio, gravamos CD com as músicas do Lula, ficávamos escutando no carro. Inesquecível. Como foi a posse de Lula, eu em Alcobaça-BA, a galera na praia, eu em frente à TV vendo aquele cara chegando à rampa... inesquecível, um monte de coisas inesquecíveis. (atualização, achei a foto, taí embaixo)!


A partir daí, pela primeira vez, eu não seria oposição. Seria mais fácil me 'desligar' um pouco, mas fiquei firme, já tinha internet, blog, etc, defendi o governo todas as vezes, em todos os papos, conversas de família e de botequim, mesmo na dureza que foi o 'mensalão' de 2005. Chegou 2006, Lulão fodão, mais uma vez achávamos que não tinha a menor chance de perder, mas o PIG se esforçou, arrumaram uma montanha de dinheiro dos aloprados pra tirar foto um dia antes do debate, depois Lula fez a cagada de não ir ao debate, Globo ficava filmando cadeira vazia, foi pro segundo turno mas... nós e Lula demos uma surra em Alckmin (coitado)


Então o segundo mandato de Lula foi o de recordes: recorde de emprego, juros (ainda altíssimos) em queda, economia bombando, pobres saindo da miséria, universidades e CEFETs sendo construídos, reservas lá em cima, credibilidade internacional. Uma festa total. Oposição perdida, orgulho cada vez maior de ter ajudado a colocar esse cara lá. Enfim, não cabe ficar falando aqui das realizações do governo. Elegemos Dilma baseados nestes indicadores que não podem ser contestados.

Lula foi melhor que o PSDB em TODOS os aspectos, Lula foi o maior presidente da história do Brasil, Lula sai com 87% de aprovação, número que NENHUM outro político terá.

Escrevo isso porque estive ontem na casa de amigos das antigas, rolou um VHS de um churrasco no interior, 1990, todo mundo lá tomando cerveja, tocando violão, e eu com camisa do Brizola/Lula (camisa do segundo turno). No dia seguinte, mais churrasco, eu com outra camisa do Lula.

É, Lulão, valeu. Espero sinceramente que você continue na ativa, mas também acho que, por ter virado um mito, você só tem a perder se quiser voltar. Mas tá no seu sangue, você é povo, não vai ficar só dando palestra na Sorbonne...

Com você, Lula, aprendi o que é povo, por que devemos lutar pela igualdade social, pelo fim da miséria. Você falava lá, desde 1982. Teve a chance de fazer o que falava. E não nos decepcionou. Você fez o que a gente esperava, Lula. Falta muito ainda, mas o fato de termos colocado Dilma lá significa que seu projeto que mudou o Brasil vai continuar.


Não é mais meia dúzia de donos de TV e jornais que decidem o nosso futuro. O Brasil agora é grande, o mundo inteiro reconhece e nós sabemos disso, nos orgulhamos, vamos pra frente, graças a você e graças ao povão.

Cazuza queria uma idelogia pra viver. Lula me deu uma: a busca incessante pela justiça social, único caminho para engrandecer o Brasil e colocá-lo onde merece. E a lição da persistência.

Porra, Lula, valeu demais!!!

Pra encerrar, segue o belo vídeo que o meu amigo 'quantotempodura' fez para homenagear O CARA:

8.10.10

Carta de Dilma aos brasileiros

COM DILMA NO SEGUNDO TURNO

PARA O BRASIL SEGUIR MUDANDO

Os resultados da eleição do dia 3 de outubro são uma grande vitória do povo brasileiro.

Dilma Rousseff e Michel Temer obtiveram mais de 47 milhões de votos, patamar semelhante aos de Lula nos primeiros turnos das eleições de 2002 e 2006.

Os Partidos que integram a coligação vitoriosa elegeram 11 governadores e disputam o segundo turno em 10 outros estados.

Com mais de 350 deputados, sobre 513, entre aliados e coligados, o próximo Governo terá a maioria da Câmara Federal. Será também majoritário no Senado, com mais de 50 senadores. Terá, pelo menos, 734
deputados estaduais.

Estão reunidas, assim, todas as condições para a vitória definitiva em 31 de outubro.

Para tanto, é necessário clareza política e capacidade de mobilização.

A candidatura da oposição encontra-se mergulhada em contradições. Tentam atrair os verdes, mas não podem tirar o velho e conservador DEM de seu palanque. Denuncia “aparelhismos”, mas já está barganhando cargos em um possível ministério. Proclama-se democrata, mas persegue jornalistas e censura pesquisas. Seus partidários tentam sair dessa situação por meio de uma série de manobras que buscam confundir o debate político nacional. Espalham mentiras e acusações infundadas

Mas o que está em jogo hoje no país é o confronto entre dois projetos.

De um lado, o Brasil do passado, da paralisia econômica, do gigantesco endividamento interno, mas também da dívida externa e da submissão ao FMI. O Brasil que quase foi à falência nas crises mundiais de 95, 97 e 98.

O Brasil de uma carga tributária que saltou de 27% para 35% do PIB. O Brasil dos apagões, e do sucateamento da infraestrutura. O Brasil da privataria, que torrou nossas empresas públicas por 100 bilhões de dólares e conseguiu a proeza de dobrar nossa dívida pública. E já estão anunciando novas
privatizações, dentre elas a do Pré Sal.

O Brasil do passado, do Governo FHC, que nosso adversário integrou, é o país que não soube enfrentar efetivamente a desigualdade social e não tinha vergonha de afirmar que uma parte da população brasileira era
“inempregável”. Portanto, o Brasil do desemprego.

Era o Brasil do desmonte do Estado e da perseguição aos funcionários.

Era o Brasil das universidades à beira do colapso e da proibição do Governo Federal de custear escolas técnicas.

Mas, sobretudo, era o país da desesperança, de governantes de costas para seus vizinhos da América Latina, cabisbaixos diante das potências estrangeiras em cujos aeroportos se humilhavam tirando os sapatos.
Em oito anos o Brasil começou a mudar. Uma grande transformação se iniciou e deverá continuar e aprofundar-se no Governo Dilma.

O Brasil de Lula, hoje, e o de Dilma, amanhã, é e será o país do crescimento acelerado que gera cada vez mais emprego e renda. Mas um país que cresce porque distribui renda. Que retirou 28 milhões de homens e mulheres da pobreza. Que possibilitou a ascensão social de 36 milhões de brasileiros. Que criou mais de 14 milhões de empregos formais. Que expandiu o crédito, sobretudo para os de baixa renda. Que fez crescer sete vezes os recursos para a agricultura familiar. E que fez tudo isso sem inflação ou ameaça dela. O Brasil de Lula e de Dilma é o país que possui uma das mais baixas dívidas internas do mundo. Que deixou de ser devedor internacional, passando à condição de credor. Que não é mais servo do FMI. É o país que enfrentou com tranquilidade a mais grave criseeconômica mundial. Foi o último a sofrer seus efeitos e o primeiro a sair dela.

Dilma continuará a reconstruir e fortalecer o Estado e a valorizar o funcionalismo. O Brasil de Lula e de Dilma está reconstruindo aceleradamente sua infraestrutura energética, seus portos e ferrovias. É o Brasil do PAC. O Brasil do Pré Sal. O Brasil do Bolsa Família. É o Brasil do Minha Casa, Minha Vida, que vai continuar enfrentando o problema da moradia, sobretudo para as famílias de baixa renda.

Nosso desenvolvimento continuará sendo ambientalmente equilibrado, como demonstram os êxitos que tivemos no combate ao desmatamento e na construção de alternativas energéticas limpas. Manteremos essa
posição nos debates internacionais sobre a mudança do clima. No Brasil de Lula e de Dilma foi aprovado o FUNDEB que propiciou melhoria salarial aos professores da educação básica. É o país onde os salários dos
professores universitários tiveram considerável elevação. Onde se criaram 14 novas universidades federais e 124 extensões universitárias. Onde mais de 700 mil estudantes carentes foram beneficiados com as bolsas de
estudo do Prouni e 214 Escolas Técnicas Federais foram criadas. Onde 40 bilhões de reais foram investidos em ciência e tecnologia. Esse Brasil continuará a desenvolver-se porque o Governo Dilma cuidará da préescola à pós-graduação e fará da educação de qualidade o centro de suas preocupações. O Brasil de Dilma continuará dando proteção à maternidade e protegendo, com políticas públicas, as mulheres da
violência doméstica. Será o Brasil que dará prosseguimento às políticas de promoção da igualdade racial.

Os alicerces de um grande Brasil foram criados. Mais que isso, muitas das paredes desta nova casa já estão erguidas.

A obra não vai parar.

Vamos prosseguir no esforço de dar saúde de qualidade com mais UPAS, Samu, Brasil Sorridente, Médicos de Família.

Vamos continuar o grande trabalho de garantir a segurança de todos os brasileiros, com repressão ao crime organizado e controle das fronteiras, mas, sobretudo, com respeito aos direitos humanos, ações sociais e a
participação da sociedade como vêm acontecendo com as UPP.

Vamos continuar a ser um país soberano, solidário com seus vizinhos. Um país que luta pela paz no mundo, pela democracia, pelo respeito aos direitos humanos. Um país que luta por uma nova ordem econômica e
política mundial mais justa e equilibrada.

Os brasileiros continuarão a ter orgulho de seu país. 

Mas, sobretudo, queremos aprofundar nossa democracia. A grande vitória que a coligação PARA O BRASIL SEGUIR MUDANDO obteve nas eleições para o Congresso Nacional permitirá que Dilma Rousseff tenha uma sólida base de sustentação parlamentar.

Diferentemente do que ocorreu entre 1995 e 2002, a nova maioria no Congresso não é resultado de acordos pós-eleitorais. Ela é o resultado da vontade popular expressa nas urnas. Essa maioria não será instrumento
para esmagar as oposições, como no passado. Queremos um Brasil unido em sua diversidade política, étnica, cultural e religiosa.

Por essa razão repudiamos aqueles que querem explorar cinicamente a religiosidade do povo brasileiro para fins eleitorais. Isso é um desrespeito às distintas confissões religiosas. Tentar introduzir o ódio entre as comunidades religiosas é um crime. Viola as melhores tradições de tolerância do povo brasileiro, que são admiradas em todo o mundo.

O Brasil republicano é um Estado laico que respeita todas as convicções religiosas. Não permitiremos que nos tentem dividir. O Brasil de Dilma, assim como o de Lula, é e será uma terra de liberdade, onde todos poderão, sem qualquer tipo de censura, expressar suas idéias e convicções.

Será o Brasil que se ocupará de forma prioritária das crianças e dos jovens, abrindo-lhes as portas do futuro. Por essa razão dará ênfase à educação e à cultura.

Mas será também um país que cuidará de seus idosos, de suas condições de vida, de sua saúde e de sua dignidade.

Sabemos que os milhões que estiveram conosco até agora serão muitos mais amanhã.

Para dar continuidade a essa construção iniciada em 2003 convocamos todos os homens e mulheres deste país. A hora é de mobilização. É importante que nas ruas, nas escolas, nas fábricas e no campo a voz da
mudança se faça ouvir mais fortemente do que a voz do atraso, da calúnia, do preconceito, da mentira, dos privilégios.

À luta, até a vitória. 

Brasília, 07 de outubro de 2010.

Coligação Para o Brasil Seguir Mudando.

29.9.10

Está chegando a hora!

Está chegando a hora, pessoal. É importante que todos pensem e façam sua escolha. Não se desinteressem, não se deixem manipular, nem votem só de acordo com interesses pessoais.

Não acreditem em e-mails maldosos e mentirosos que, aparentemente enviados por 'pessoas comuns', fazem parte de estratégia ardilosa de submundo para convencer aqueles mais sensíveis.

E não se esqueça de escolher seu deputado estadual e federal segundo suas próprias convicções e, sobretudo, de fiscalizá-lo depois em seu mandato, caso seja eleito. E-mail e Twitter estão aí pra isso.

Aproveito para reproduzir a carta do presidente do PT, José Eduardo Dutra (o @zedutra13) para nós, militantes, e para o povo em geral. Não vamos deixar que destruam as conquistas dos últimos 8 anos e façam o Brasil retroceder ao tempo em que se governava só para os ricos e grandes grupos empresariais.

Em 2002, a esperança venceu o medo. Em 2006 a militância venceu o cerco, e em 2010 a consciência vencerá a farsa, a mentira.

Para seguir mudando, Dilma 13. Sem dúvida.

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COM DILMA PARA A VITÓRIA EM 3 DE OUTUBRO

Carta do presidente José Eduardo Dutra à militância do PT

Companheiras e companheiros,

Chegamos à reta final de um processo eleitoral histórico, que fará de Dilma Rousseff a primeira mulher presidente do Brasil.

Com Dilma, no próximo domingo teremos a oportunidade de eleger o terceiro governo popular e democrático do Brasil.

É o momento de confirmar a opção pela mudança, que a sociedade brasileira fez ao eleger o presidente Lula pela primeira vez, em 2002.

É o momento de garantir as conquistas acumuladas nos últimos oito anos; e de avançar ainda mais na construção de um país melhor, mais desenvolvido e socialmente mais justo.

A candidatura da companheira Dilma Rousseff é a certeza de que esse projeto vai prosseguir nos próximos anos.

Ela foi construída sobre uma sólida base de apoio social ao governo do presidente Lula.

Em torno dela formou-se um amplo arco de alianças, agregando todas as forças políticas que nos ajudaram a construir o projeto de desenvolvimento com distribuição de renda e ampla inclusão social.

Dilma Rousseff representa o Brasil que se transforma, que é amado por seu povo e respeitado em todo o mundo.

Ao longo dessa campanha, Dilma defendeu este projeto nos comícios, nas ruas, nos debates, nos programas de rádio e tevê.

De nossos adversários, que não têm proposta, não têm discurso, não têm representatividade, tudo o que ouvimos foi uma campanha de mentiras, falsidade e golpes baixos.

Vamos vencê-los no voto, mais uma vez.

Vamos dar a eles mais uma lição de democracia.

Vamos confirmar nas urnas o que já se sente nas ruas, nas fábricas, nas escolas, na internet: é Dilma vitoriosa no primeiro turno das eleições.

É nessa hora, nesses últimos dias de campanha, que a militância do PT vai fazer a diferença mais uma vez.

Eu me dirijo a vocês, como presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, para convocar a militância mais aguerrida do Brasil.

Você, que tem uma estrela vermelha no peito, pegue sua bandeira, reúna os companheiros, vá para as ruas defender nossa candidata, a candidata do PT e do presidente Lula.

Distribua nossas mensagens pela rede, acione o twitter, siga nossos blogs, combata as mentiras e os boatos que os adversários espalham.

Vamos mostrar a eles que temos o melhor projeto, a melhor candidata, a melhor aliança.

E vamos mostrar, mais uma vez, que temos algo que nenhum outro partido tem: a militância mais apaixonada desse país.

É a nossa militância que vai fazer a diferença na reta final. Vamos pras ruas, vamos para decidir. Vamos fazer História mais uma vez.

Vamos com garra e determinação, com amor pelo Brasil, com a força do PT.

Vamos para a vitória no dia 3 de outubro!

José Eduardo Dutra
Presidente Nacional do PT
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7.7.08

Quem disse que é ruim produzir alimentos?

Volta e meia tenho vontade de debater com os pessimistas/reacionários de plantão, os mesmos que adoram dizer 'é por isso que o Brasil não vai pra frente', 'ê paisinho de m...', 'parece coisa de primeiro mundo' e 'esse tipo de coisa só acontece no Brasil'. Volta e meia não, o tempo todo.

Desde pequeno ouço e leio que o Brasil deveria deixar de ser um país agrícola, que deveria se industrializar mais, produzir bens manufaturados, etc, aquela conversa de escola à qual todos estamos acostumados.

Só que eu pensava: "Ué! Alguém tem que produzir o arroz, a batata. Se todo mundo produzir só carro o que vai acontecer?". Mesmo raciocínio que me fez criticar, também desde criança, a paixão do ser humano por metais preciosos, como o ouro, etc. Não me conformava em ver mulheres (e agora também os homens) babando por um pedacinho de poucos gramas que custa centenas ou milhares de reais. "Só porque é difícil de achar não quer dizer que valha tudo isso", eu falava.

O que acontecia era que todo mundo produzia arroz e café, e poucos produziam automóveis. Oferta e demanda. Mas agora parece que estamos caminhando para que os alimentos sejam a coisa mais rara. Ter água limpa vai ser coisa rara.

O artigo "A força da Terra e o Brasil", de Mauro Kahn, que li no Globo, que começa com a sugestiva frase "No dia em que um quilo de picanha custar mais do que um MP4 ..." vai direto à questão.

Enquanto os anti-Lula, anti-tudo, anti-Brasil se deleitam com a possibilidade da volta da inflação, debitando, como sempre, na incompetência do governo atual, a explicação mais clara para a alta do preço dos alimentos (pelo menos para um leigo como eu) é que tem gente demais pra comer e gente de menos pra produzir. Todo mundo quer produzir MP3 Players e, portanto, agora quem produz picanha está bem cotado. Não é o mesmo raciocínio anterior, só que invertido?

Então, deixem de ser chatos os que acham que é atraso produzir alimentos, 'ser a horta do mundo', que 'agricultura é coisa de país pobre'. Não é mais, e produzir alimentos vale muito sim.

16.1.08

Valeu, Guga!


Como todo o Brasil, reservo esse espaço para homenagear o maior tenista brasileiro de todos os tempos e, na minha opinião, nunca haverá outro para ocupar seu lugar.

Ao anunciar sua aposentadoria nesta terça-feira, 15 de Janeiro de 2008, depois de mais de 5 anos lutando contra uma contusão no quadril, Guga já deixa saudades.



Guga fez o Brasil descobrir o tênis, fez um monte de gente, moleque ou não, começar a jogar (como eu), fez nascer um monte de Gustavos em sua homenagem (como o meu) e, assim como o futebol, o vôlei, e o automobilismo, fez os brasileiros mais felizes a cada conquista.



Ao contrário de várias outras estrelinhas do esporte, Guga foi o mais simpático, o mais original, o mais comportado, o mais dedicado ao que fazia.

Se não joga nada há 6 anos, por causa das contusões, pouco importa. Nunca vamos nos esquecer das inesquecíveis temporadas de 1999 a 2001, quando chegou a número 1 do mundo, ganhou de Sampras, Agassi, todo mundo, foi tri de Roland Garros, etc, etc, etc.

Para mim, é o maior esportista brasileiro depois de Pelé - e olhe que sou fã de carteirinha de Zico, Nelson Piquet, Maria Lenk, Maria Esther Bueno, Gustavo Borges, Emerson Fittipaldi e Romário.



Valeu, Guga!!!

17/01 - Comentário sobre o comentário do Hagi: Cara, era exatamente o que eu estava pensando que faltou no texto - o Guga conseguiu ser o único ídolo nacional que nunca teve um jogo transmitido pela Globo. Isso só faz ainda maior o seu valor. A Globo não quer transmitir jogos de tênis - talvez porque durem muito e tomem o espaço do Video Show, BBB e outras coisas muito úteis para a população. Então compra os direitos, mas não passa, larga para só o SporTV passar. Abraço!

17.10.07

Salvem as livrarias = salvem a gente

Uma infeliz coincidência eu ter lido a matéria abaixo, que saiu no Globo segunda-feira, 15/10, após ter tido a mesma impressão dias antes.

Semana passada, estava pesquisando bibliografia para uma disciplina que vou lecionar em Novembro próximo. Apesar de usar a Internet para quase tudo na vida, em casos como este não dá pra fazer pela Internet, tem que pegar o livro, folhear, estudar seu conteúdo pra decidir se vai ser adotado ou não.

Fui a uma livraria perto da Task, chamada GAM, aqui na Rua Guajajaras, entre Espírito Santo e Rio de Janeiro, onde pesquisava e comprava livros durante a época do mestrado e no início da docência. Fechou. Sabia que não ia encontrar, mas mesmo assim, arrisquei ir às Leituras Megastores da vida, onde vendem livros "o que aprender com os gansos" e coisas parecidas. Nada.

Vi que alguns dos livros estavam no site da Saraiva. Só que a Saraiva tem lojas em 9 estados brasileiros, mas não em Minas...

Por fim fui à excelente Livraria do Psicólogo e do Educador, na Floresta, mas não encontrei o que procurava, até pelo fato da especialidade dela ser outra, não a culpo.

E aí? Para onde estamos andando? As lojas de CD desapareceram por causa da Internet, pode-se ouvir trechos, comprar mais barato, receber em casa, etc (sem citar a pirataria), mas livros? A culpa é da Internet? Ou nós, brasileiros (mineiros, sobretudo), não lemos?

É muito triste constatar que há relação entre a dificuldade pela qual passam as livrarias, a dificuldade que os poucos leitores de livros passam para encontrar seus livros e a queda crescente na qualidade da educação (e a história de não reprovar o coitado do aluno pra ele não ficar triste e abandonar a escola...).

Basta ver o show de horror que são os e-mails que recebemos diariamente. Achar uma pessoa que escreva corretamente numa empresa é tarefa difícil hoje. Há textos em que nós não conseguimos identificar nem que assunto a pessoa está abordando, parece outro idioma. Vejam neste site as pérolas que acham no Orkut e riam - ou chorem.

Conversando com Dona Lili, mãe da minha deusa-namorada Bia e professora da rede pública, fiquei horrorizado (ainda consigo) ao saber que, por mais que ela tente fazer os alunos lerem, usando muita inteligência e criatividade, eles simplesmente não conseguem mais ler. Parece uma capacidade que biologicamente está sendo perdida... por falta de uso. Darwin teria que rever seus estudos, essa é a INvolução da espécie.

Enquanto isso, não há um elevador, um ponto de ônibus, um escritório onde não se ache um "jornal" Super ou equivalente, com conteúdo pra lá de duvidoso.

Não sei... tá difícil. Qual a solução? Vamos colocar na conta do governo como sempre? Adianta colocar livro a R$ 10, será que as pessoas vão ler? Nunca vou me esquecer de uma amiga de infância que declarou, provocativa e confiante, já com seus 18 anos de idade: "eu não tenho coragem de dar dinheiro em um livro". Isso aconteceu há 15 anos, foi a primeira vez que percebi que tinha algo de muito errado com a geração que estava sendo formada.

Leiam a matéria abaixo e fiquem a par da situação tenebrosa do mercado de livrarias.

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A indústria das livrarias está em extinção

Das 2.600 livrarias brasileiras, 70% são de pequeno e meio portes, com um faturamento mensal entre R$ 35 mil e R$ 45 mil. Este é um dos dados que compõem o "Diagnóstico do Setor Livreiro no Brasil", em fase final de compilação, que a Associação Nacional de Livrarias (ANL) desenvolve. O ganho bruto destes estabelecimentos gira por volta de 25%, com um lucro – tudo correndo sem problemas – de 5%, ou seja, R$ 2.000,00, muito aquém do ideal. Infelizmente, percebemos que cada vez menos empresários buscam investir num negócio que exige muito trabalho, esforço pessoal e com um ganho real tão baixo.

Recente pesquisa do IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) reforça esta nossa percepção. O Instituto anunciou que, entre os anos de 1999 e 2006, o número de municípios que possuem livrarias no país caiu 15,5%. Em 2006, elas estavam presentes em apenas 30% dos 5.564 municípios, enquanto que em 1999 este percentual era de 35,5%.

O diagnóstico da ANL localizou cerca de 2.600 livrarias em todo o território nacional — importante destacarmos que consideramos para este número as livrarias com uma média entre 10 e 15 mil livros em exposição. Deste total, 53% estão localizadas no Sudeste; 15% no Sul; 20% no Nordeste; apenas 5% no Norte; 4% no Centro-Oeste e 3% no Distrito Federal. Segundo estatísticas da ONU, o ideal para um município é uma livraria para cada 10 mil habitantes. No Brasil, um número perto do razoável seria de 4.900 livrarias. Estamos muito longe desta realidade: num estado como Rondônia, por exemplo, com 657.302 mil habitantes, temos apenas quatro livrarias; em São Paulo, detectamos 676 para 40.000.056 habitantes.

Este quadro atual do segmento livreiro acaba criando uma ‘ciranda negativa’. Menos livrarias, menos pontos de vendas para $exposição dos mais de dois mil títulos lançados mensalmente pelas editoras brasileiras, fazendo com que as editoras diminuam cada vez mais a tiragem dos livros — com exceção de poucos best-sellers — que hoje giram em torno de 1.500 a 2 mil exemplares na primeira edição. Automaticamente, o preço do livro, em escala, acaba acima do desejado, diminuindo o número de leitores. Para o segmento como um todo, que emprega por volta de 35 mil profissionais livreiros diretos, o comprometimento do Estado em leis que regulamentem o setor, sem dúvida, faz-se necessário para a sua manutenção, principalmente para as independentes.

Entre as diversas ações em debate durante a recente 17 Convenção Nacional de Livrarias, discutiu-se a consolidação de leis que venham a proteger o segmento livreiro, principalmente as de pequeno e médio portes. Projetos de lei que regulamentem a política de vendas, onde todo o setor possa atuar e trabalhar em igualdade de condições nas práticas comerciais, evitando desta forma o prejuízo de toda a cadeia livreira.

Acreditamos que, no prazo médio de dez anos, com uma atitude mais direta por parte do governo federal, podemos aumentar o número per capita de leitura por brasileiro, que hoje é de menos de dois livros por leitor, por ano, para 3,5, invertendo o caminho negativo atual. Aumentando o número de livrarias elevaria automaticamente a tiragem da edição para 4 mil exemplares por lançamento, o que levaria à diminuição do preço final do livro. Ou corremos um sério risco, muito real, de extinção das pequenas e médias livrarias independentes. Já vimos este filme, não faz muito tempo, no segmento de discografia, quando desapareceram as melhores lojas de discos e de cds especializadas e independentes do país.

Vitor Tavares é presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL). Este artigo foi transcreito de O Globo de 15/10/2007
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22.4.07

Parabéns, Brasil



22 de Abril: hoje o Brasil comemora 507 anos do seu descobrimento. Mas não ouvi nem li nada sobre isso, em lugar algum... acessei os principais jornais do Brasil e nada sobre o assunto. Fiquei até na dúvida se minha memória estava falhando e seria hoje mesmo, confirmando com a Bia, porque é uma data sobre a qual ninguém fala mais.



Por mais que o fato seja contestado, ainda é nossa data oficial de 'aniversário', faz parte da nossa memória e merecia um pouco mais de atenção da mídia, até para nossa auto-estima. Odeio os EUA, mas a gente poderia aprender com eles um pouco sobre amar o país.