4.5.07

Mais fusões diminuem cada vez mais o poder de barganha do cliente

Acabaram de divulgar que a Microsoft, preocupada com o Google e já tendo perdido o leilão pela Doubleclick, está querendo comprar o Yahoo! (leia aqui).

Desde a última vez que falei sobre estas fusões, já ocorreram outras, e especula-se sobre outras que estão por vir ou estão em andamento, como o HSBC comprando o Santander, e a Telefónica comprando parte da TIM (leia aqui)

Não se trata aqui de dar uma de Hugo Chávez e reclamar do capitalismo. Infelizmente, reafirmo, é uma tendência irreversível, mas só o consumidor é que perde com isso, porque sem concorrência, os produtos e serviços pioram, o preço aumenta, ou acontecem as duas coisas (vide Telemar, Sucos Mais, etc, etc).

Michael Porter, em seu modelo de forças competitivas, diz que uma empresa está sujeita a cinco forças: poder de barganha dos fornecedores, poder de barganha dos clientes, os concorrentes, ameaça de novos entrantes (concorrentes) e ameaça de produtos substitutos. Num quase-monopólio, a empresa domina os fornecedores, ignora os clientes, desestimula a entrada de novos concorrentes e só lança produtos substitutos/inovadores quando quiser. Ou seja, é péssimo pra todo mundo, bom só pra ela.

Alguém tem algum exemplo de fusão de gigantes que cria um quase-monopólio que tenha sido boa pro consumidor?

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