3.10.08

Marketing político - povão ou classe média

Acabei de ler uma notícia em que a Marta Suplicy (PT-SP) tenta corrigir uma suposta gafe, quando disse que ia governar para o povão de SP. Agora, ela disse que vai governar para todos, mas com um olhar especial para o povão.

Noves fora a média que todo político faz, o lugar-comum "vou melhorar a saúde, educação e segurança", me ocorreu que, uma vez que o IBGE recentemente identificou que a classe média no Brasil já é maior que a classe pobre, em número de habitantes, por que os candidatos continuam focando (a maioria deles, mentindo) o povão?

Acho que deveriam começar a dar pelo menos a mesma importância a nós, da classe média, já que o que interessa é o número de votos, e a eleição é uma das poucas situações em que qualquer um, rico ou pobre, tem a mesma importância, um voto vale um, e pronto.

Não estou assumindo postura elitista, até por ser eleitor, filiado e militante do PT desde sempre, e sempre defendi a distribuição de renda e programas sociais, responsáveis, aliás, pela popularidade do melhor governo da nossa história e por essa mudança de paradigma social identificada pelo IBGE.

Estou falando de marketing político, só. Se todo mundo fala só de posto de saúde, escola pública, acho que aquele que focar em outros problemas, como o trânsito, tem chance de ter um diferencial competitivo e se posicionar melhor nesta disputa pelo eleitor/consumidor.

Ou estou errado? Ajudem-me e desçam a lenha no que quiserem, mas acho que, pelo menos para vereador, alguém que resolvesse a sair da mesmice 'saúde-segurança-educação' e propusesse alguma solução para o trânsito, teria boas chances. Não as bicicletas do atleticano, que não têm chance de funcionar na nossa cidade-morro, mas algum projeto inteligente e viável.

Abraços e bom voto. Porque quem decide o nosso futuro somos nós, ninguém vai nos empurrar nada goela abaixo!

2 comentários:

Raphael Hagi disse...

Fala Tabola,

Acho que o problema de falar no trânsito é que os caras inventam coisas que não simples de fazer. Belo Horizonte é muito mal planejada.

O tal Leonardo Quintão disse que vai alargar avenidas e construir estacionamentos subterrâneos no centro, além de "terminar o metrô".

Alargar avenidas? Como ele pode falar que vai alargar a Pedro II ou a Barão Homem de Melo por exemplo? Aquele pedadinho da Antônio Carlos levou décadas para sair do papel, e com certeza com um custo absurdo por causa das construções que lá estavam.

Estacionamentos subterrâneos? Se for igual no Rio de Janeiro onde o governo constrói para colocar na mão de empresas privadas que cobram os olhos da cara, não vejo vantagens.

O metrô (trem urbano) de BH é uma farsa. Um metrô subterrâneo de verdade teria um custo atronômico, nada ajuda: Topografia, tipo do solo... acho viagem demais dizerem que haverá metrô subterrâneo entre a Pampulha e a Savassi.

Enfim, acho que prometer qualquer coisa relevante no trânsito é pisar no próprio rabo, porque ninguém vai conseguir concluir nada.

Ps.: Aquelas obras no complexo da Lagoinha vão ajudar um tanto, bem como as obras de conclusão da Pedro II.

Anônimo disse...

Sabia que a classe média estava crescendo mas não que já é a mais numerosa da sociedade. Sendo assim, sua observação é pertinente, ainda não tinha me atentado para ela, tal qual nossos candidatos.

Se a cidade permitisse seria ótimo ter estrutura para a população utilizar mais as bicicletas.

Abraço