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20.7.11

Jogos Educacionais para Transformação Social

Reproduzo abaixo convite que recebi da minha genial amiga Chris Metzker. Como pai de 2 viciados em videogame e computador, adorei a iniciativa e acho que pode dar muito resultado.

Leia com calma, veja que projeto legal e ajude a divulgá-lo e a vencerem o desafio.

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Olá, amigos!!!

A maioria de vocês já conhece meu projeto, certo? Quem não conhece, pode conhecer agora que estamos participando de um desafio global. As ideias são analisadas pela equipe organizadora, mas a quantidade de comentários e "likes" é levada em consideração.

O site está em inglês, naturalmente, mas o google tradutor taí pra isso, né? Ele está bem esperto, então quem não souber inglês, é só traduzir e colar :-)


O prêmio ao qual estamos concorrendo é de CEM MIL DÓLARES!!! E o melhor, vocês não precisam contribuir com nenhum centavo, só mesmo comentar, dizer o que acharam e dar sugestões (a parte mais importante para nosso desenvolvimento!!).

Conto com o apoio de todos!! Postamos a ideia no último dia e precisamos correr atrás do prejuizo, pois algumas ideias já estão bombando lá faz um tempão.

Temos um video explicando a ideia no link:

E aqui o primeiro video que fizemos, quando tivemos a ideia. Ainda não estava totalmente estruturada:

Muitíssimo obrigada!!

Chris
Equipe JETS
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Nós, seus amigos, e a educação é que agradecemos, Chris! Parabéns por mais este projeto! Vamos ajudar, pessoal!

28.10.08

Eduardo Paes e a nova geração de demagogos

Não queria escrever mais sobre política, acho que todo mundo se envolveu tanto nessa campanha baixa de dois candidatos ruins que tivemos, que está na hora de mudar de assunto.

Mas, vendo o sensacional CQC ontem, na Band, vi que, se nos livramos de um demagogo, do populismo de promessas fáceis aqui em BH, ainda que para isso tenhamos optado por um prefeito absolutamente fraco, o Rio de Janeiro não teve a mesma sorte ou competência: esse Eduardo Paes é o novo almofadinha demagogo, que não tem a menor vergonha de fazer promessas em frente às câmeras de TV e não cumprí-las, por mais fáceis que sejam.

Ele havia prometido ao pessoal do CQC uma entrevista exclusiva após a eleição - caso fosse eleito. Mais, ele se adiantou e disse "A primeira entrevista, exclusiva, vai ser para vocês. Pode escrever. Olhaí, pessoal (cheio de gente em volta): Não tem Globo, não tem ninguém! A primeira é do CQC". Prometeu também usar uma sunga que eles tentaram dar de presente ao mal-humorado Gabeira, dizendo que 'na segunda-feira após a eleição, não só vou usar a sunga como vou tomar banho de praia com o pessoal do CQC'.

No domingo à noite, eleito, fugiu da entrevista com o CQC, mas soltou uma "Daqui a pouco. Sem erro. CQC vai mandar na prefeitura do Rio de Janeiro. Segura aí só um pouquinho". Nada. Indo embora pra casa depois de dar a coletiva (a exclusiva foi para a Globo, não para o CQC), pediu desculpas e garantiu que no dia seguinte, às 8 da manhã, daria a exclusiva pra eles. Nada. Nada de sunga também. Tudo isso filmado e na maior cara-de-pau.

Em outros assuntos mais sérios, também pisou na bola. Disse que não ia fazer indicações políticas, prometeu a todos isso. Já começou ontem declarando que ia chamar os partidos aliados para cada um elaborar sua lista de indicações. Disse também que o primeiro secretário seria o da Saúde, que era o maior problema do Rio. O primeiro foi o coordenador político.

Em 1 dia, antes de tomar posse, já descumpriu 4 ou 5 promessas.

Como acreditar num sujeito desses? Nâo é à toa que já passou por 5 partidos, pulando de galho em galho nesses partidos, que são todos iguais (PV - uma pena que tenha se tornado o que se tornou, PTB, PFL, PMDB, PSDB) de acordo com sua conveniência de momento.

Legal também foi conhecer a Jô Moraes, em quem já votei pra vereadora, deputada estadual, deputada federal e agora para prefeita, que acompanhou o também derrotado no primeiro turno Jorge Periquito para votar na seção em que trabalhei. Apesar de, na minha concepção, ter sido um erro político dela apoiar o Leonardo Quintão no segundo turno, compreendo suas razões, por ter sido menosprezada pela facção Pimentel do PT de BH, e continuo sendo seu admirador e eleitor. Dá um jóia pra galera aí, Jô!



Ah! E não podia deixar de registrar: estava cansado ontem, trabalhando, esqueci do CQC. Eis que meu filhão de 10 anos me liga, 22:30, para me avisar que estava passando e que estava muito engraçado :-) Claro que ele não entende nem metade das tiradas políticas e maliciosas do CQC, mas é um orgulho para um pai ter um retorno desses, ainda mais tendo pouco contato com o filho, em cuja casa os hábitos culturais não são lá muito animadores (assistem Pânico, e bobagens do tipo).

Como pai, mostrei a felicidade por ele ter me ligado, mas o repreendi por estar acordado até tão tarde. Mas que orgulho que me deu! Orgulho, recompensa e responsabilidade. Cada retorno desses não tem preço, mas é um desafio, a tarefa de educar à distância, em um ambiente desfavorável, é dura, mas não podemos desistir.

25.6.08

Arte, protesto e genialidade

Saindo do lamaçal da política, censura e ditadura e passando para a arte, que muitas vezes pode servir como protesto contra guerra, censura e ditadura...

Acabei de ver no Noblat o vídeo abaixo, sensacional, uma animação em 3D sobre o 'Guernica', de Pablo Picasso. Este quadro retrata o desespero da cidade de Guernica, na Espanha, atingida por bombas nazi-fascitas durante a guerra civil espanhola.

Me lembro de ter conhecido esta obra no Colégio Ibituruna, em Governador Valadares, não sei se em 1986 ou 1987. As aulas de Educação Artistica foram as únicas aulas de Educação Artística onde eu realmente fui, como deveria ser, educado para a arte. Em todas as outras escolas onde estudei, era ficar fazendo colagem com palito de picolé e bonequinho de bola de gude com durepóxi.

Nosso professor, o Padre Juan Antonio Frias Ugarte (acho que era isso) - Padre Frias, um espanhol inteligentíssimo, projetava obras clássicas no muro do pátio da escola, gigante, e nos levava para aprender sobre elas. Aprendemos sobre Picasso, Cezánne, Gauguin, Dali e outros. Aprendemos o que era cubismo, impressionismo, expressionismo (já esqueci quase tudo, infelizmente).

Rugério e eu perturbávamos o Padre com nossas dúvidas sobre a existência de Deus e o provocávamos falando sobre a superioridade musical do heavy metal sobre a música clássica e as demais, e ele, pacientemente, nos escutava e argumentava. Rugério o irritava dizendo "não é 'voi', Padre, é 'boi'! Não é 'baca', é 'vaca'!" :-) E morria de rir quando ele falava "áizverg" para pronunciar "iceberg". E dá-lhe provocação do Ró.

Discutíamos se 'o que é útil é bonito, ou o que é bonito é útil?'. Desde aquela época, pela minha preferência de 'o que é útil é bonito', percebi que iria para a engenharia mesmo :-)

Padre Frias, Belisário (GV), Tia Zeca (Nanuque), Rui (de Física no Santo Antônio daqui de BH, rodando o giz amarrado no barbante pra explicar a força centrífuga), Léo, Castelão, Nani e tantos outros do mesmo Santo Antônio), tantos professores que marcam a gente pela originalidade, disposição, inteligência.

Quando a escola quer, e o aluno também quer, dá pra ensinar coisas legais. Curtam o vídeo e a genialidade de Pablo Picasso:

19.1.08

Frase da semana

"... a verdadeira revolução possível e necessária está na garantia de acesso de todos à escola de máxima qualidade. A revolução não está mais em garantir ao operário a propriedade do capital do patrão, mas sim em assegurar que o filho do operário estude na mesma escola que o filho do patrão."

Cristovam Buarque, senador (PDT-DF), 19/01/2008

3.1.08

Eu desejo... educação e respeito.

Virada de ano é sempre a mesma ladainha: retrospectivas, "resoluções de Ano-Novo", matérias sobre shoppings lotados e compras de última hora, o reveillon dos ricos e famosos, blá blá blá.

Mas não tem jeito, todo mundo acaba falando e escrevendo sobre isso. Como li em algum lugar, tudo bem que é barango, que o dia 1 de Janeiro nada mais é que o dia seguinte a 31 de Dezembro, mas vale pelo menos pra gente dar uma parada, refletir sobre o que vem fazendo de certo e errado, e traçar as nossas metas para os próximos 365 dias.

Tirei a foto abaixo de um muro na Rua Itajubá, Floresta. Esse sujeito se acha no direito de danificar o veículo que parar à sua porta. Está escrito "Garagem particular. Sujeito à (sic) danos no veículo"



Isso me levou a refletir que, enquanto estivermos preocupados só com o nosso umbigo, não adianta ficar dando presentinho e desejando Feliz Ano-Novo. É o cara que pára na faixa de pedestres sem se dar conta que não só não ganha nada com isso, mas prejudica muita gente que vai ter que atravessar fora do lugar e correr riscos. Quem pára em local proibido "só por um minutinho". Quem joga lixo no chão, quem compra CD pirata, quem faz gato de CEMIG e TV a cabo. Quem ganha tempo andando na contra-mão ou fechando cruzamento porque não consegue ficar atrás dos outros na faixa correta.

Enfim, todas atividades, ilegais ou apenas antiéticas, que mostram que estamos apenas preocupados em resolver os nossos problemas, sem considerar que outras pessoas serão prejudicadas por causa disso.

Se não nos lembrarmos que vivemos em comunidade, que temos que respeitar o direito do próximo, pensarmos nas conseqüências de um ato ilegal com a justificativa que "não prejudica ninguém, essas empresas ganham tanto dinheiro mesmo", "só parei um minutinho aqui, a culpa é da prefeitura que não organiza esse trânsito", "jogo lixo no chão mesmo, pago meus impostos pros varredores varrerem a rua", "CD está muito caro, é um roubo o que fazem com a gente".

Essas desculpas realmente nos convencem? Se fazemos isso sem pensar, está na hora de pensar. Se fazemos isso com a consciência tranqüila por não acharmos nada de mais, então a coisa não tem conserto.

Fica meu desejo então de reflexão pra agirmos com mais civilidade, educação e respeito ao próximo. Se fizermos - e incentivarmos, e cobrarmos - isso, o resto vem naturalmente.

Abraço e Feliz 2008!

28.11.07

Por que não te calas, FHC?

Depois de falar bobagem, criticar o presidente Lula dizendo, inclusive com um sutil desvio das regras gramaticais, que o Brasil não aceita um presidente sem educação, FHC tomou o troco de Lula ontem à noite e agora diz que "não foi bem isso o que quis dizer".

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Na Folha:

O presidente disse que que as declarações do tucano não o incomodam, pois ele tem razão. "Não, não incomoda. Eu só posso dar exemplo quando deixar a presidência. Quando deixar a presidência, quero mostrar que é plenamente possível um presidente da República, depois de cumprir o seu mandato, fechar a boca e deixar o outro governar", completou.

"Ele tem razão. Obviamente que se comparar a educação, a formação intelectual do Fernando Henrique Cardoso, ele é muito mais estudado do que eu. Agora, é verdade que ele teve mais anos de escolaridade, mas é verdade que eu sei governar melhor do que ele", disse Lula.
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Abaixo, uma das charges sempre impagáveis de Maurício Ricardo, e o vídeo do "Isso é amor mal-compreendido entre nós dois", do "Explicando Henrique Cardoso".

Aliás, esse "amor mal-compreendido" é apenas a admissão do que todos já sabem, mas os tucanos não aceitam: que Lula gostaria de ter a intelectualidade de FHC, e FHC gostaria de ter o carisma de Lula.






10.11.07

Imaginei - por Cristóvam Buarque

Reprodução na íntegra, por ser obrigatória, e sem qualquer comentário, por ser desnecessário.

Fica como sendo meu registro apenas a admiração pela obstinação do senador Cristóvam Buarque pela educação que, faz com que ele, como Eduardo Suplicy e Pedro Simon, sejam figuras vistas como diferentes (até folclóricas), por lutarem, sem interesses próprios, pelas verdadeiras causas pelas quais todos os nosssos governantes deveriam lutar, por serem nossos representantes. Infelizmente.

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Imaginei

Depois de me cansar dos problemas sociais brasileiros, despertei para o fato de que a solução está em uma revolução na educação. Nesta mesma coluna, publiquei dois artigos sobre o “cansei” e o “despertei”.

Agora, imaginei que todas as crianças brasileiras, entre quatro e dezoito anos, estavam assistindo aula. Não apenas matriculadas, mas freqüentando, assistindo, aprendendo, até o final do Ensino Médio. Imaginei que o dia escolar começaria na hora certa, e todas as crianças ouviriam juntas o Hino Nacional. Cada aula duraria o tempo previsto. Imaginei todas as crianças em bonitos uniformes, sem diferenças por renda, luxo, pobreza.

Imaginei que nenhuma criança iria embora logo após a merenda, e que depois do almoço elas ainda teriam atividades escolares complementares: nadariam, pintariam, jogariam, ouviriam música, aprenderiam idiomas, leriam, fariam trabalhos comunitários, assistiriam a filmes, fariam experiências científicas, teatro, dança, aprenderiam a tocar instrumentos musicais.

Imaginei que todas chegariam ao final do ano e passariam nos exames, por terem aprendido, sem necessidade de promoção automática. Que todos os jovens concluiriam o Ensino Médio, salvo raras exceções por motivos de saúde. E que o Ensino Médio teria 4 anos, garantindo também o domínio de um ofício, ensinado na própria escola. Todos aprenderiam a se deslumbrar com as belezas do mundo, a se indignar com suas injustiças, a entender a lógica das coisas, a querer fazer um planeta melhor e mais belo, a sobreviver dignamente no atual mundo do conhecimento.

Imaginei que todos os professores seriam muito bem remunerados, dedicados e bem formados. Que nenhum professor precisaria parar as aulas para pedir aumento de salário. Que um Plano Nacional de Carreira quebraria a vergonhosa desigualdade na qualificação e na remuneração dos professores, dependendo do Município e do Estado. E que todos os nossos professores disporiam dos mais modernos equipamentos pedagógicos, cujo uso dominariam. Cheguei a imaginar que, quando nascesse uma criança, seus pais desejassem para ela a profissão de professor.

Imaginei o fim da desigualdade na qualidade da educação no nosso país, e que a escola dos pobres seria igual à escola dos ricos, a dos morros igual à dos condomínios, todas com a máxima qualidade. Imaginei a escola do Brasil igual às melhores do mundo. Jovens disputando o vestibular em igualdade de condições, independentemente da renda de sua família e da cidade onde vivessem. E a universidade recebendo assim os melhores dos melhores entre todos os brasileiros, com a máxima formação, e não apenas os melhores entre os poucos que concluem o Ensino Médio, com a mínima qualificação. Imaginei que os melhores desses novos alunos optariam pela Carreira Nacional do Magistério. Imaginei a dinâmica e força dessa nova universidade, as pesquisas que ela desenvolveria, os profissionais que formaria, imaginei até os prêmios Nobel que o Brasil receberia.

Imaginei como estariam o desemprego, a violência, a corrupção, a desigualdade, a pobreza, a eficiência, a auto-estima, a participação, a cidadania, a economia, a saúde, a ciência e tecnologia, o meio ambiente, quando todos os brasileiros tivessem uma educação da maior qualidade. Vi que tinha imaginado um Brasil completamente diferente daquele que a realidade nos faz temer, porque o futuro tem a cara que as escolas têm no presente.

Então imaginei o mais difícil: que todos acreditariam que tudo isso era possível e necessário. Pensei que, se todos imaginássemos juntos, o caminho estaria aberto para transformar a imaginação em realidade. Que se os diferentes partidos, em sucessivos governos, se unissem para fazer aquilo que imaginei, o imaginado aconteceria.

Foi então que li no jornal que isso havia acontecido! O presidente e os governadores de diferentes partidos tinham se unido e feito um pacto em torno de um projeto que levará sete anos, quase o tempo suficiente para toda uma geração concluir o Ensino Fundamental. Mas era para a Copa do Mundo.

Cristóvam Buarque é senador (PDT-DF)
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8.11.07

Radares em BH - todos unidos a favor da transgressão da lei...

Acabei de receber pela sexta vez e-mail de amigo com o "mapa dos novos radares em BH". Parece um recorte de jornal, ou montagem similar, mostrando as ruas onde serão (ou foram, sei lá) implantados os novos detectores de velocidade acima do limite, avanço de sinal e o mais novo (excelente!) que detecta se o sujeito pára o veículo em cima da faixa de pedestres.

Engraçado que pra esse tipo de coisa as pessoas se mobilizam, espalham, como se fosse um absurdo que todos tivessem que combater unidos.

Esta semana o Detran anunciou o emplacamento de número 1 milhão, que o Estrago de Minas informou erroneamente serem 1 milhão de veículos nas ruas (e os que já saíram de circulação, velhos, roubados, destruídos? É muito mesmo, mas custa dar a notícia correta? Aliás, tem-se o número correto?).

O trânsito está um horror, hoje levei 45 minutos do Detran da Gameleira até o centro da cidade, às 9h da manhã. Não sei qual a velocidade média que conseguimos desenvolver com esse trânsito ridículo de BH, mas imagino que não passe de 30 Km/h. Então pra que chiar do limite de 60?

Nas estradas e vias expresas em boas condições, como a Via Expressa de BH, acho 70 ou 80 Km/h realmente pouco. Mas, nas ruas e avenidas, 60 Km/h dentro da cidade está de bom tamanho.

Sugiro, inclusive, fazer o que me disseram que faziam em Vitória(ES) na década de 1990, onde trabalhei num projeto de automação por mais de um ano: colocar algumas caixinhas de radares sem nada dentro. Ficava mais barato e os motoristas andavam devagar do mesmo jeito. E, periodicamente, mudavam os radares "verdadeiros" de caixinha, pra ninguém decorar. Não sei se isso é verdade, mas acho bom.

Detector de avanço de sinal deveria ter em todos os semáforos (sei que é problema de custo). Detector de avançar sobre a faixa de pedestre também, e deveria ser a multa mais alta de todas, porque é o cúmulo da falta de respeito: o sujeito não ganha nada com esses centímetros à frente, mas atrapalha dezenas de pessoas. Pra mim tinha que ir é preso o cara que pára na faixa de pedestre.

As pessoas estão com um sério problema de distorção de valores: furar sinal ou andar acima da velocidade não é crime, porque "é um absurdo um trabalhador honesto, que paga suas contas em dia, ser multado" (ouço e leio isso desde sempre). E quem anda dentro da lei é mané, como eu. Se você está a exatos 60Km/h numa via onde o limite é 60Km/h, não fica 30 segundos sem ouvir buzina ou sujeito piscar farol pra você sair. Já até ouvi que "na faixa da esquerda, deve-se andar no mínimo à velocidade máxima permitida" :-)

Por isso eu estou tranqüilo. Não preciso saber onde tem radar, porque eles não me pegam. Não me estresso (mais do que já é o normal com esse trânsito pavoroso), não tomo multa e fico de consciência limpa. E, como meu pai sempre disse, gente mal-educada só aprende as coisas quando sofre no bolso. Que sofram, então, até aprenderem a se comportar em comunidade.

Atualização de 13/11/07: Valeu, Drews, por mais uma brilhante intervenção. O Drews indica a matéria disponível no britânico Guardian em que mostra, infelizmente, que espertalhões e vândalos também existem em países mais civilizados que o nosso. Mas que há que se insistir, o excesso de velocidade é causa de boa parte dos acidentes, isso é comprovado cientificamente, e deve, sim, ser rigorosamente fiscalizada.